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Ninguém se livra Em tempos de campanhas políticas as coisas ficam engraçadas. Você, leitor e eleitor, já parou para pensar em quantas “musiquinhas” surgem nas ruas? Existe aquela música chata, que com a letra do candidato fica legal. Tem aquela que é legal, e o candidato consegue destruir. Tem aquele HIT que não pára de tocar na rádio, e o tal do político vai e muda. O importante é que todas as músicas se tornam chatas depois de um certo tempo. Aqui, em Bertioga, os carros não param de transitar com os jingles para todo o canto. O cara vai a padaria com som no máximo. Desce do carro, vai comprar o que necessita e deixa a música rolando. É possível até ver pessoas que cantam junto, enquanto caminham. Tem também aquela dona de casa que sai na janela com vontade de xingar, o cara, e atirar o que tiver perto no maldito alto-falante. Eis que eu comecei a reparar nos jingles, e alguns são bem bolados e interessantes. “Existe uma ‘musicalidade”, diriam alguns amigos músicos. Outros diriam que a melodia é ótima e não sai da cabeça. Você pode não saber a letra, mas lá está você cantarolando o ritmo enquanto caminha no calçadão. Certo dia, pela manhã, estava trabalhando e comecei a ouvir uma música. Em volume baixinho, lá loooonge. Mas sentia que o som se aproximava. Um balanço gostoso, uma letra envolvente como eu ainda não tinha escutado nessa corrida eleitoral. Quando pude analisar direito vi que era apenas o caminhão do gás. Então, pensei: “É, um candidato não conseguiria fazer algo tão puro e inocente”. Mas, ainda tenho dó do motorista do caminhão, que deve ser muito pré-julgado e xingado até que as pessoas ouçam a música. Escrito por Caio Scafuro às 17h36 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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