Blog do Caio  


Ninguém se livra

Em tempos de campanhas políticas as coisas ficam engraçadas. Você, leitor e eleitor, já parou para pensar em quantas “musiquinhas” surgem nas ruas? Existe aquela música chata, que com a letra do candidato fica legal. Tem aquela que é legal, e o candidato consegue destruir. Tem aquele HIT que não pára de tocar na rádio, e o tal do político vai e muda. O importante é que todas as músicas se tornam chatas depois de um certo tempo.

 

Aqui, em Bertioga, os carros não param de transitar com os jingles para todo o canto. O cara vai a padaria com som no máximo. Desce do carro, vai comprar o que necessita e deixa a música rolando. É possível até ver pessoas que cantam junto, enquanto caminham. Tem também aquela dona de casa que sai na janela com vontade de xingar, o cara, e atirar o que tiver perto no maldito alto-falante.

 

Eis que eu comecei a reparar nos jingles, e alguns são bem bolados e interessantes. “Existe uma ‘musicalidade”, diriam alguns amigos músicos. Outros diriam que a melodia é ótima e não sai da cabeça. Você pode não saber a letra, mas lá está você cantarolando o ritmo enquanto caminha no calçadão.

 

Certo dia, pela manhã, estava trabalhando e comecei a ouvir uma música. Em volume baixinho, lá loooonge. Mas sentia que o som se aproximava. Um balanço gostoso, uma letra envolvente como eu ainda não tinha escutado nessa corrida eleitoral. Quando pude analisar direito vi que era apenas o caminhão do gás. Então, pensei: “É, um candidato não conseguiria fazer algo tão puro e inocente”. Mas, ainda tenho dó do motorista do caminhão, que deve ser muito pré-julgado e xingado até que as pessoas ouçam a música.


Escrito por Caio Scafuro às 17h36 [   ] [ envie esta mensagem ]





Rastreador de passos....

Opa!!! Uma passada rápida por aqui apenas para dizer que estou me aventurando pelas ondas do Twitter.com. Para quem não conhece a nova ferramenta fica aí a dica.

Estou tentando adaptar a ferramenta ao jornalismo. Nessa ferramenta você "dita os seus passos". O mais interessante é você poder fazer a cobertura de um evento em tempo real, na internet. Isso mesmo, o site possibilita a atualização por meio de Textos SMS (a famosa mensagem no celular). O custo é o mesmo que mandar um mensagem, internacional, para um outro celular. Porém, parece que existe um site que dá o jeitinho brasileiro e você paga como se fosse uma mensagem comum... Deus salve os Brazukas!!! hahaha

Quem quiser "seguir meus passos" é só me procurar no Twitter.com pelo nome caioscafuro

Até uma próxima.


Escrito por Caio Scafuro às 21h01 [   ] [ envie esta mensagem ]





Deus salve o jornalismo

Hoje, dia 18 de março de 2008, fui apresentado a um blog. Um tal de Paulinho é o responsável (ou irresponsável, depende da sua posição). O Paulinho, que se diz jornalista, publica no blog dele assuntos relacionados ao esporte.

Encontra-se no blog muito material relacionado ao Corinthians e seu atual presidente Andrés Sanches. Porém, esse material e em especial o post entitulado “Os Gaviões querem o poder” publicado no dia 17 de março gerou uma certa polêmica.

 

Nesse post ele cita uma fala de um torcedor chamado Domingos Neto, e diz que é sócio dos Gaviões e líder do Movimento Fora Dualib.

 

Muito debate em cima do assunto, muita gente dando suas opiniões e aconselho a você, caro leitor, que vá até o artigo e leia antes de continuar a leitura deste.

 

Link: http://blogdopaulinho.wordpress.com/2008/03/17/os-gavioes-querem-o-poder/#comments

 

Já leu o artigo? Já leu todos os comentários? Ótimo. A última coisa que quero ser aqui é injusto.

 

Infelizmente, o Paulinho parece não querer saber o outro lado. Ele taxa todos os torcedores uniformizados de “marginais”. Acha que nenhum deles presta, que não são dignos de respeito e/ou inteligência.

 

Muitas pessoas questionaram , e ele não aceitou os seus comentários e não publicou. Eu fui um desses lesados. Quando questionei-o em meu comentário ele disse ironicamente que era muito inteligente da minha parte ser associado a torcidas uniformizadas. Respondi e o tal Paulinho não foi capaz de aceitar meu argumento. Argumento este que publico para vocês aqui:

 

“Paulinho, sou associado sim e não sou nenhum vandalo como você está taxando os torcedores uniformizados. Falar que as pessoas fazem bem de não irem ao estádio é ridiculo. Dizer que se você for ao estádio você se envolverá em brigas é utopia. É a velha história do “quem procura, acha”.

Se for ao estádio pra arrumar confusão, com certeza arrumará. Se for pacificamente, não terá problema algum.

 

Não sou a favor da violência nos estádios e muito menos dessa guerrilha urbana que a mídia, e outros jornalistas irresponsáveis como você que vêm as torcidas uniformizadas como aglomerações de marginais e bandidos.

 

Sou associado, sou jornalista. Não sou um alienado que transforma as informações ao meu gosto. O que você faz aqui não é jornalismo, é propaganda política.

 

Tente não manipular as informações, divulgue as entrevistas na íntegra. Deixe que seus leitores tomem suas decisões sobre os fatos. Não é necessário empurrar a informação pra dentro da cabeça dos seus leitores. Eles não são burros. Quando estiverem diante da notícia, vão saber tirar as conclusões do certo e errado, e do verdadeiro e mentiroso”.

Não contente em rebaixar torcedores organizados, disse também que o atual presidente corintiano não é de confiança por ser fundador de uma torcida chamada Pavilhão 9.

 

Paulinho, pára com esse preconceito Paulinho. Torcedores organizados são torcedores fanáticos. Qual é o problema com você? As laranjas podres existem em todo o laranjal. Na política temos os políticos corruptos, no jornalismo temos os tendenciosos que só pensam em manipular as informações e nas torcidas organizadas temos os violentos que acham que brigar nos estádios é o máximo.

 

Mas a culpa não é sua, não é minha, não é do Andrés. A culpa é da sociedade Paulinho. A violência só existe por que as pessoas têm que extravasar o seu stress e indignação, e por não serem reprimidos vão a luta com seus ideais.

 

Agora, caro Paulinho, se possível me responda algumas questões. Darei o espaço que você necessitar para as suas repostas.

 

a)      O que impede um torcedor uniformizado de seguir todos os tramites legais e se tornar presidente, conselheiro ou diretor do Corinthians?

b)      Qual o problema do Andres ter apoiado ou fundado a torcida Pavilhão Nove?

c)      Por que o rótulo de que todos os torcedores uniformizados são marginais?

 

 

Paulinho, fico esperando sua resposta a ser publicada aqui. Sem cortes e sem costuras.


Escrito por Caio Scafuro às 16h26 [   ] [ envie esta mensagem ]





E aí pessoar... Um feliz ano novo para todos vocês. Que este ano seja melhor que os anos passados!!!

Começo esse ano, junto com a nação brasileira... um dia após o início do BBB.

E começa o ano...

Para alguns, o ano só começa após o Carnaval... data tão alegre, tão divertida!
Sair pulando, gandaiar de sexta até terça, no minimo! Não dormir, ou melhor dormir... pouco, beeeeeeeeem pouquinho!

Mas, para os mais moderninhos o ano começou ontem. É!!! Quarta-feira, 08 de janeiro de 2008! O primeiro dia do ano!
Imaginem quantos milhões de pessoas não estiveram na frente de um aparelho televisor assistindo ao BBB. Sim! Começou o BBB, começou o ano. A partir de ontem, todos os olhos e comentários em botecos, bares, salões de beleza, ônibus, escolas, faculdades, a saída da missa, na praia, filas e qualquer outro conglomerado de pessoas serão voltados para o programa televisivo. É hora de fazer comparações, quem se parece com quem, quem é o 'garanhão', quem é a chata, quem é a dada, quem é o político, quem é o tímido e assim por diante.

Onde iremos parar? São milhões de pessoas, contribuindo para o sucesso de poucas. E depois, o povo ainda quer reclamar o porque de ter poucos com muito, e muitos com pouco.

E assim o Brasil vai vivendo... a atração nacional na TV é um programa fofoqueiro... é o Mexerico da Candinha mesmo!!! Que Deus salve a nossa Pátria!!!


Escrito por Caio Scafuro às 10h08 [   ] [ envie esta mensagem ]





O depois

Lembram da minha super vontade de ler alguma coisa legal? Pois é, resolvi sair dos livro de crônicas. Fuçando na estante de casa, achei um livro chamado Nada é por acaso, da Zibia Gaspareto.
Gostei muito do que li, não conseguia parar de ler. Porém, o livro chegou ao final.
Alguém já sentiu saudade do enredo de um livro? De um personagem? Já ficou na angustia de saber o que aconteceu depois que o livro acabou, como foi a vida dos personagens?

Essa história de sentir saudade de personagens eu já vi acontecer com amigos. Eu tentei avisa-los que ler Bruna Surfistinha era muito perigoso, mas eles foram em frente, devoraram o livro e agora morrem de vontade de devorar a Bruna, e morrem de saudades dela a todo instante.

Mas então, como eu dizia, ou melhor, digitava, ou teclava. Ah! Sei lá! Enfim... acabei de ler o livro há pouco e agora fico pensando como será a vida dos personagens. Poderia até tentar dar continuidade a história aqui, mas aí vocês não leriam o livro, e a Zibia, mesmo sem me conhecer, não gostaria muito da idéia.

Agora quero começar a ler outra história, mas tem que ser uma história que acabe mesmo!


Escrito por Caio Scafuro às 11h37 [   ] [ envie esta mensagem ]





Santa ignorância!!!

É, a vida da gente é difícil. Logo depois de escrever a crônica Prefiro morrer de rir!, fui procurar quem era esse tal de Érico Verissimo. Pasmém! Érico é, ou melhor, foi, nada mais nada menos que o pai de Luis Fernando Verissimo.

Não li nenhuma de suas obras, mas agora estou aqui com coceira, não consigo ficar quieto em minha cadeira. Preciso de dinheiro, preciso de uma livraria. É urgente! Não posso continuar lendo Como John Lennon pode mudar sua vida, é tortura demais. Três dias com o livro e ainda não consegui sair do prefácio. Será que vai acontecer comigo a mesma coisa que aconteceu com Mario Prata e o livro do Dostô (como ele chama Dostoiévski)?

Será que esse livro vai me importunar para o resto da vida e eu vou morrer sem sair do prefácio? Não sei por que peguei-o pra ler... talvez seja o gosto musical, talvez fosse falta de opção. Quero me livrar dele... por favor alguém me mande algum dos Verissimos. Pai ou filho, tanto faz... a leitura é boa. Ou algum outro do Mario Prata! Ou alguma coisa interessante!

O que não pode acontecer é eu continuar com essa minha santa ignorância!


Escrito por Caio Scafuro às 09h36 [   ] [ envie esta mensagem ]





Pessoal, esses cronistas andam me fazendo um bem danado... ontem em um bate-papo de 3 minutos, no MSN, consegui mais um crônica...

É até engraçado dizer que cronistas fazem bem... qquer dia preciso perguntar a algum deles qual é a intenção deles quando escrevem...

Acho que escrevem pra fazer bem pra eles, e não pra quem lê...

 


 

Prefiro morrer de rir!

 

Estou eu na internet fuçando o meu blog em uma nada bela (chuvosa) noite de quarta-feira, depois de um dia inteiro de trabalho.

Enquanto fuço meu blog, passo o endereço a uma amiga. Ex-colega de trabalho (que aliás, me ensinou grande parte do que sei de diagramação) e colega de sala na faculdade. Essa amiga, nipônica, me questiona sobre o post no meu blog.

  

   - Com relação a Veríssimo... Érico ou Luis Fernando?

  - Luis Fernando, sempre! – Respondo, sem nunca ter lido Érico (desculpe-me)

 

Ela me conta que está lendo um dos livros de Luis Fernando Veríssimo, e eu dou algumas indicações. E indico também o Mario Prata... já que gostou de Veríssimo, gostará de Mario Prata também.

 

Achei estranho a principio, mas a nipônica me disse que estava lendo algo mais pesado.

Diz que anda lendo Os sofrimentos do jovem Werther... de um tal de Goethe, e pergunta se eu conheço...

 

   -Não! Nunca nem ouvi falar! – disse.

 

E ela, com toda a calma do mundo, me responde:

   - Aquele que um monte de jovens se mataram depois de ler o livro?

 

Claro, agora sim era a amiga nipônica que eu conhecia. Lendo livro malucos que contam histórias intrigantes e que nos fazem correr algum risco maior.

 

Deixo esses livros 'perigosos' para que outras pessoas leiam. Prefiro continuar com os textos leves e engraçados que venho lendo ultimamente. Francamente, ler um livro que muita gente se mata depois de ler? Não, não é pra mim... prefiro morrer de rir!!!


Escrito por Caio Scafuro às 09h47 [   ] [ envie esta mensagem ]





O dia em que a Terra parou, e eu voltei a escrever...

O texto que eu publicarei hoje, para marcar a minha volta (se é que um dia eu estive) ao mundo Blog, eu fiz para um fotoblog chamado REDENÇÃO CORINTHIANA... ele é do meu grande amigo (irmão) publicitário e corintianíssimo Mario Casanova... Marinho pra uns, Casa pra outros e Casanova para outros...

Marinho, obrigado pelo convite (intimação) para escrever o post do dia no seu blog... e se um dia eu publicar um livro, vou fazer questão de dizer que essa foi minha primeira crônica (se é que se pode chama-la assim)...

O dia em que a Terra parou...

Hoje, dez dias depois do dia mais triste de nossas vidas é que parei pra pensar em como ficou a Cidade onde vivo há dois anos.
Me recordo, e na hora não reparei, que na segunda-feira (03/12) a cidade de Bertioga, e a de Guarujá também, estavam paradas. As ruas estavam tristes, não havia aquela movimentação como de costume. A padaria estava triste, a lan house vazia, a loja de som de carros silenciosa, a oficina de motos parada e a vidraçaria às moscas.
Não se via sorrisos pelas ruas, não tinha felicidade. E cadê aquela felicidade dos nossos rivais? Onde estava a rivalidade? Parece que o mundo sucumbiu, e a felicidade geral da nação também, junto com o Todo Poderoso Timão.
Pelo incrível que pareça, ouvi menos piadas do que achei que ouviria. Abro as notícias no meu computador e vejo que o (que agora considero irmão) Flamengo divulgou uma nota em apoio ao Corinthians, e aos corintianos... ponto pra eles! E o que acontece a noite? A pessoa que mais me azucrinou foi um vascaíno... vê se pode! Só podia trabalhar numa padaria mesmo!
O dia 3 de dezembro vai ficar marcado, pra mim, como o dia em que o mundo se silenciou e temeu a queda do Todo Poderoso. Talvez por saberem que quando o Guerreiro cai, ele se levanta e volta, com sua garra e raça, com mais e mais vontade de vencer a guerra.
Como diria Tião Fiel, Corintianos Apostólicos Romanos agora é a hora de mostrar quem somos de verdade... e não tirar os olhos de cima do time.
Bambis, porcos e sardinhas que nos desculpem, mas nós apagamos toda a temporada de vocês e provamos mais uma vez que toda a atenção está e sempre estará voltada para nós.
Seu título, sua classificação para a Libertadores e sua desclassificação foi apagada como se não tivessem acontecidos!

Se perguntarem, por aí, quem foi o campeão de 2007, poucos responderão.
O campeonato nacional de 2007 não teve um campeão! 2007, foi e sempre será o ano do declínio, momentâneo, do Império Alvinegro Paulista.
Mas no dia 4, a voz voltou e a nação não mais se calou. Nosso grito está mais alto, nosso coração bate mais forte e nós vamos lutar por você mais do que nunca meu Corinthians.


Escrito por Caio às 20h59 [   ] [ envie esta mensagem ]





A volta...

Meus queridos... sei que nunca tive muita paciência para blogs e fotologs...

Agora, tentarei atualizar com mais frequência... andei lendo Verissimo e Mario Prata, acho que isso me empolgou a escrever... mesmo que eu escreva besteiras, mas que deu vontade... isso deu...

Percebi que Mario Prata e o Verissimo são cronistas engraçados, transformam as coisas do cotidiano e fazem 'paródias'... é incrivel ler seus textos, é o mundo que nós vivemos e não vemos de forma engraçada, mas eles nos mostram isso de uma forma mágica...

Tenho muito que agradecer a esses dois, por mais que eles nem saibam que eu existo (ou exista?)... mas quem sabe um dia eles também lerão as besteiras que eu escrevo...rs

É isso ai meninada... vamos que vamos...


Escrito por Caio às 20h54 [   ] [ envie esta mensagem ]





A Bola (VERISSIMO, Luis Fernando - Comédias para se ler na escola)

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

- Como e que liga? - perguntou.
- Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho. - Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
- Não precisa manual de instrução.
- O que é que ela faz?
- Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
- O quê?
- Controla, chuta...
- Ah, então é uma bola.
- Claro que é uma bola.
- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
- Você pensou que fosse o quê?
- Nada, não.

O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.

- Filho, olha.
O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


Escrito por Caio às 13h31 [   ] [ envie esta mensagem ]





Futebol, fanatismo brasileiro

Comportamento
Futebol, fanatismo brasileiro

Por diversas vezes já ouvimos falar sobre fanáticos. Mas, o que é ser fanático de verdade? O dicionário diz que o fanático é uma pessoa extremista, que gosta de alguma coisa de modo exagerado. Que faz sacrifícios para poder ter, ver, acreditar ou acompanhar o que se gosta.

Temos diversos modos de fanatismos no mundo. Temos os fanáticos por religião, onde para aquela pessoa a religião é tudo, e só a religião na qual ele acredita é a verdadeira e nenhuma outra deveria existir. Temos fanáticos por política. Sim! Aqueles militantes políticos, que fazem de tudo para ver o seu partido acima dos outros, acompanham passeatas, carreatas, comícios e tudo o que envolva o partido ao qual pertence. Tem aqueles que fazem de tudo para acompanhar o seu cantor(a) ou banda favorito(a). Viajam horas e horas para estarem sempre por perto de seus ‘ídolos’, tem o quarto, ou a casa, todo decorado com artigos que façam sentir-se próximo de seus ídolos.

No Brasil existe toda a forma de fanatismo. Não é tão comum ver por aqui grupos guerreando por uma determinada ideologia religiosa. Não vemos também, freqüentemente, pessoas em conflito em razão de política. Mas, não podemos esquecer que esse é o Brasil e a paixão nacional é o futebol. Ouvir nas praças das cidades que “o brasileiro troca de carro, de casa, de amores, troca tudo... mas o time, ah... esse é um só, para sempre!” é normal.

É normal encontrar pessoas que se declaram fanáticas pelo clube do coração, mas sempre tem aquelas que se destacam, que tem uma história ótima para contar.

Qual o limite do fanatismo?

O torcedor corintiano, Delci ‘Tony’, 38 anos, nasceu no momento mais difícil da história do seu time de coração, quando o clube estava em jejum de títulos. Filho de pai santista, e mãe corintiana. O pai ria a toa em casa, seu time era o melhor da época. A mãe se esforçava para fazer que o filho herdasse o amor pelo alvi-negro paulistano.

Para Delci o fanatismo é uma paixão incontrolável que aflora dentro das pessoas, é algo que não tem limites.

Tony falou sobre o fanatismo e alguma de suas histórias.

Chorar sem apanhar

Aos sete anos de idade, em 1976, assistiu pela TV o Corinthians se classificar para a final do campeonato nacional, derrotando o Fluminense em pleno Maracanã. Ingênuo, achava que o seu clube já era o campeão brasileiro e venceria o Internacional com facilidade em Porto Algre/RS, uma semana mais tarde. Doce ilusão. Ao ver o Inter marcar o segundo gol em cima do alvi-negro, olhou para a mãe e viu o olhar de tristeza. A partir daquele momento ele descobriu que não era necessário levar palmadas de seus pais para que chorasse. A partir daí, já estava decidido. Coração corintiano!

Emprego x Corinthians

O ano era 1985, Delci tinha 16 anos e havia conseguido seu primeiro emprego e não tinha deixado de ir a nenhum jogo do Corinthians no campeonato, tanto na capital quanto fora dela. As datas dos jogos não atrapalhavam em seu trabalho, já que os jogos na capital eram no meio da semana, e fora de São Paulo nos finais de semana. Mas, nessa semana o Timão jogaria na quarta-feira no Maracanã, contra o Flamengo, e ele deveria trabalhar no dia seguinte. Aí veio a dúvida. Responsabilidade ou lazer? Deixar de lado os valores que sua família ensinou (nunca trocar a responsabilidade pelo lazer) ou ser a ‘vergonha da família’?

“Mas e os amigos? Como eu ia deixa eles irem sem mim? Contra tudo e contra todos. Contra a moral e os bons costumes, decidi que ia levar todas as broncas em casa e no trabalho, mas só depois de ver o Coringão.”, disse Delci.

Ao chegar no trabalho na sexta-feira, depois de ter faltado quarta e quinta-feira, o seu cartão de ponto já havia sido retirado. No departamento pessoal, se não houvesse um atestado médico ele estaria demitido, e assim foi feito. “Em casa foi pior, meu pai tentava me ‘colocar na linha’, mas sem sucesso”, diz Delci.

Segundo Delci, “esse foi o primeiro de três empregos que eu abri mão para ver o Corinthians jogar”. “Tony” se sente, hoje, com a sua missão cumprida, e diz que tudo o que fez foi válido, mas hoje o Corinthians é uma de suas quatro paixões, e que suas três filhas dependem de atitudes responsáveis dele.

Delci produziu um vídeo para o Corinthians e o postou no YouTube. O vídeo pode ser acessado a pelo seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=Bp3eWeBcRQg


Escrito por Caio às 15h49 [   ] [ envie esta mensagem ]





Bom dia,

Neste blog estarei publicando meus textos escritos durante o período acadêmico e, posteriormente, profissional.

Abraços e Beijos,

Caio Scafuro


Escrito por Caio às 08h18 [   ] [ envie esta mensagem ]



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